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PORQUE É NATAL  escrito em domingo 21 dezembro 2008 16:55

"PORQUE É NATAL"

Um pássaro por amanhecer
anunciando em sinfonia
um Menino-Deus por nascer

Era apenas uma cabana
encostada na noite fria

Um Pai! Uma Mãe!
Espírito Santo!

consagradamente
mistério! Caminho e Destino

Entre Deus, o Homem
e esse Menino

A Paz!
A Guerra
e
o Pranto...

LuizaCaetano

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SE AMAR É?  escrito em sexta 12 dezembro 2008 16:12

" SE AMAR É?

Esta rosa sangrando dentro do peito?
Este vendaval rugindo na alma?
Este dia a dia vivendo de joelhos?

Prefiro o vazio
desfolhado pétala a pétala
num qualquer girassól !

O Sol ou o frio de qualquer estação!

A emoção de cada momento
sem direcção ou sentimento!

Se amar é este aprisionado tormento?

Eu quero mais, é gritar

LIBERDADE!

LIBERDADE!

sem a cruz nem o calvário
desta absurda saudade!

LuizaCaetano

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pEDRADA NO cHARCO  escrito em segunda 08 dezembro 2008 20:53

"PEDRADA NO CHARCO"


Meu céu se consome na pedra
na exígua e dura pedra da incerteza

sempre esse pedrinha no caminho
ou no sapato

ou na estridência do silêncio

Procuro rente ao chão
uma folha entre a poeira e o tempo
apenas a pedra como marco
neste céu onde a Paz
se desfaz
pedrada no charco

LuizaCaetano

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EXPOSIÇÃO ERICEIRA  escrito em sexta 05 dezembro 2008 15:06

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"ÚLTIMO MOMENTO COM MINHA MÃE"  escrito em quinta 27 novembro 2008 22:20

"ÚLTIMO MOMENTO COM MINHA MÃE"

Mãe,
contigo estou e vou
nessa caminho sem meta

Tuas vestes são a cruz
tua cama é um altar
teu corpo é um mártir
e, teu olhar...
Mãe!

Teu olhar
é um lampejo de vida!
é uma mortalha ferida!
é um trilho sem esperança!

Há um esgaçar de sorriso
na fímbria da tua boca

é um Adeus cricificado
algemado na saudade
dum àmanhã sem futuro.

Sobes no tempo o último degrau
do mais infinito silêncio

a tua boca é um grito
quebrado no teu/meu peito

Mãe,
minha Mãe
que já recusas as palavras
nas mãos caídas sem luta

no hematoma do teu corpo
dóiem as chagas da dôr
as saudades e o amor
o Adeus sem retorno

Mãe,
Minha mãe!

Prisioneira
sem celas
Mártir e quase santa
choras a Primavera
que a vida que nem foi tanta
é agora... derradeira

Mãe,
Minha querida mãe,

Olha o anjo que te abraça
Olha a cruz que te embaça

e, vais mãe...
para além
onde o meu olhar
já não te alcança...

Através da vidraça
teu olhar
esbaça,

Mãe

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