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LISBOA - CIDADE DA MINHA VIDA  escrito em quinta 27 novembro 2008 19:11

"LISBOA-CIDADE DA MINHA VIDA""

Anda vem ver Lisboa
cidade do meu Outono
Vê como tombam as folhas
na Avenida da Liberdade.

Vamos até ao Rossio?
onde se passeia a vaidade
e os senhores se enamoram
das floristas e das flores.

Mas é nos Restauradores
que os barcos se avistam no Rio

e
no Chiado de Pessoa
onde a Bica é mais gostosa
ali mesmo na Brasileira

aquela mesa do exílio
do Kubitschek de Oliveira

Vamos até ao Bairro Alto
dos botequins, da boémia
e dos enamorados unisexo

um convite um ensejo
das mercenárias do sexo

É a calçada do amor
desenhada a emoções
das varinas e dos pregões

Mas é no Terreiro do Paço
que nos aguarda aquele abraço
naufragado em pleno Tejo

LuizaCaetano

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"MEU COOKYE"  escrito em quinta 20 novembro 2008 19:07

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CRISTAL QUEBRADO  escrito em quinta 20 novembro 2008 19:04

 

"CRISTAL QUEBRADO"

Cristal quebrado
Encanto sem canto

uma palavra! Um grito!

sem violência nem pranto

Já não busco pérolas
no garimpo do teu campo
abandonado e quase estéril

O tempo te corroeu as Primaveras
secando o jardim de outrora

Agora?
apenas palavras de acaso
secas e vazias como uma árvore
breve de Outono

Viver o abismo
de um dia cada dia?
Não!

Quero-me habitar de alegria
sem punhais ou esboço de promessas
e lâminas vidradas no olhar.

LuizaCaetano/20 Novembro 2008

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MEU AMOR DE MIM  escrito em domingo 02 novembro 2008 14:09


"Meu amor de mim"


Bebo a água
bebo a mágoa
meu sangue de raiva a fluir
morango
de sol e de lua
minha ponte pronta a ruir
meu infiel amor
meu ramo
de urze quebrado
meu coração
de algodão
minha dor, flor de jasmim
Meu cais
meu porto de mim


Luíza Caetano

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M A T R I Z E S  escrito em quarta 29 outubro 2008 18:55

"MATRIZES"

Quando te fores embora
não quero beijos nem lágrinas
nem olhos pintados de dor

nem lenços feitos fronteiras
açucenas de saudade

Quero o sino da minha aldeia
numa chapada de cal
como um regresso à matriz

Um rio! Um berço ou um terço
Minha mãe! Minha raíz

LuizaCaetano

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