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Poema do Desencanto  escrito em segunda 13 outubro 2008 16:52

POEMA DO DESENCANTO"

"Hoje não teve festa
no adro do meu coração.

Os Santos não desfilaram
não houve procissão!
Nem fogos de artifício!

Os sorrisos
estavam desertos
escancaradamente
desencantados...

As árvores sem brisa
não bailaram no meu campo,
Nem o Mar abraçou a areia
nas rochas da minha praia

Hoje
amanheceu cinzento
o dia na aldeia global

A banda não passou
tocando o hino da alegria.

Foi um dia
monótono, quase trivial...


E o poeta
que inventa cada dia,
se perdeu, esperando...

Talvez um encantamento
Uma chispa ou um sal
na cal da sua pele
Uma mancha de alegria


Um Sol que lhe matasse a sede."

(LuizaCaetano)

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"H I P Ó C R I S I A S"  escrito em sábado 11 outubro 2008 21:01

"HIPÓCRISIAS"

Se amam as rosas
com a pureza mascarada
de palavras insentidas.

Filosofias?
Moralismos?
Sorrisos e conselhos
Fast Food tóxico de intenções...

Ah,
Prefiro a eutanásia
às emoções da morte
todos os dias cruzada
na minha cama.

Onde está a criança que
existe em ti?
o Sol, o mar e os pinheiros?

Sabias que,
para além do céu azul
existem nuvens, trovões
ventos e vulcões?

Tudo o mais é farsa!

Mal nos descuidamos,
os pés chapinham na lama.

LuizaCaetano
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"ORAÇÃO DA TARDE"  escrito em domingo 28 setembro 2008 20:21

"ORAÇÃO DA TARDE"

"Há um rio no meu corpo
navegado entre margens,
uma ponte de fogo
sangrando meus lábios.

Uma prece! um altar
entre a inocência e o pecado

Uma Primavera mordida pelo Sol
Uma ilha perdida
Uma Luz ! Um raio! Um farol!

Uma flor de sonho à flor da vida!

Um cristal de dor da cor da saudade!

Um momento de adeus!

Uma eternidade.

 LuizaCaetano

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"ETERNA DÚVIDA"  escrito em domingo 28 setembro 2008 20:09

"ETERNA DÚVIDA"

"Não sei se voltarei
a olhar o espelho dos teus olhos,
não sei...

Nem se o fogo espesso do Verão
no seu breve leito de Sol
de novo libertará
o equinócio do meu desejo.

Não sei se foi magia ou emoção
uma ferida aberta em punhal,
Um cristal ou uma explosão,

Uma púrpura secreta
ou um néctar proíbido
Não sei...

Talvez uma fantasia,
uma frágil e breve
alegria ou um
cristal de chuva
em águas anoitecidas.


 LuizaCaetano.

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"ELEGIA DO TEMPO"  escrito em quarta 24 setembro 2008 19:43

"ELEGIA DO TEMPO"

Tanta emoção assassinada!
no calendário aonde
fatalmente
o meu tempo se encolhe
nas raízes envenenadas
que crescem em minhas mãos?


Ele não me devolve
o rosto daquela Primavera
de jasmins em floração

Nem as cartas, nem os encontros
nem os cabelos revoltos
que a minha ternura penteava

Nem o fulgor do trigo
onde me contavas segredos

Tanta emoção assassinada
por entre túneis e mêdos
onde os pássaros
ainda se aventuram a voar

Luizacaetano

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