Home Data de criação : 07/09/22 Última atualização : 09/01/06 16:36 / 156 Artigos publicados
 

SONHOS  escrito em terça 28 outubro 2008 10:54

"S O N H O S"


Ontem sonhei com você
dentro de um fado de Lisboa
numa escadinha de Alfama.

Era Alma! Era emoção
de braço dado a Pessoa
Era quase sedução
cintura de amor bordado

Era uma procissão
Um sonho realizado
Uma prece ou confissão

ou
um retrato abandonado?

LuizaCaetano

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DO LADO DE FORA DA VIDA  escrito em segunda 27 outubro 2008 12:51

"DO LADO DE FORA DA VIDA"

Sou a raiva e a descrença não batam à minha porta! sou a criança e o sonho! a vontade e a garra! a saudade e a farsa! Não! hoje eu não abro a porta! Poço de contradições que nem eu própria desvendo nesta sinceridade inteira. Pairo no limiar das dúvidas entre a paixão e desânimo e no entanto, o Sol aquece o meu corpo e o céu continua azul... Uma tristeza me alumbra na penumbra do crepúsculo Não, não batam à minha porta! Sou a criança e o sonho do lado de fora da vida alguém que quer e não sabe esgotar até à última gota a gota que me é devida.

luizacaetano

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REALIDADES  escrito em segunda 27 outubro 2008 12:18

A realidade é bem mais amargar e perturbante. Opto por me esconder por detrás dos sonhos. os sonhos são o patamar onde me apoio para enfrentar as guerrilhas, urbanas! Orkuteanas! Insanas! Não há paz que te conquiste. Os anjos e os arcanjos chegam mascarados de Deuses para te espetaram a adaga infernal da traição.

Refugio-me nestas palavras como uma catarse dos cansaços conspurcados, vilipendiados  que, embora recusando me envolvem cínicamente e... me desencantam!

 

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POEMA "ABSURDAMENTE" - PINTURA "O SONHO"  escrito em segunda 13 outubro 2008 20:38

"ABSURDAMENTE"

Lâmina!
Gume!
Silêncio!

Respiro a amargura
da renúncia
nos braços da solidão,

sufocando meus gritos
estilhaçados no vácuo.

Forço um sorriso
entre lágrimas

Enquanto,
meu cérebro rebenta
sem explicação
para esta absurda
emoção de angústia.

LuizaCaetano

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Poema do Desencanto  escrito em segunda 13 outubro 2008 16:52

POEMA DO DESENCANTO"

"Hoje não teve festa
no adro do meu coração.

Os Santos não desfilaram
não houve procissão!
Nem fogos de artifício!

Os sorrisos
estavam desertos
escancaradamente
desencantados...

As árvores sem brisa
não bailaram no meu campo,
Nem o Mar abraçou a areia
nas rochas da minha praia

Hoje
amanheceu cinzento
o dia na aldeia global

A banda não passou
tocando o hino da alegria.

Foi um dia
monótono, quase trivial...


E o poeta
que inventa cada dia,
se perdeu, esperando...

Talvez um encantamento
Uma chispa ou um sal
na cal da sua pele
Uma mancha de alegria


Um Sol que lhe matasse a sede."

(LuizaCaetano)

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