Home Data de criação : 07/09/22 Última atualização : 08/11/20 19:07 / 145 Artigos publicados
 

" S I N A I S"  escrito em segunda 15 setembro 2008 12:27

"UM SINAL"

Deixa-me um sinal
quando quiseres.

Uma pedra, uma estrela ou uma ave
um cheiro, um aroma ou um morango

Uma cruz talhada na minha porta

Que o caminho eu acharei
encruzilhado
entre o gesto e o espanto!

Pressentido
entre o vácuo e o manto!


ou o mar !

ou o vento!

ou as velas do meu barco
parado algures
no inevitável
porto das esperas.

LuizaCaetano
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"QUOTIDIANOS"  escrito em segunda 08 setembro 2008 17:27



"QUOTIDIANOS"

"Silêncio
branco baço
esgaçado de repulsa

As horas
marcam desertos
sem dias nem pulsos
nem portos de abrigo.

Apenas
dolorosos
punhais de emoção.

E
no entanto,

falta tão pouco
para que a noite
no seu delírio
perca a razão
e adormeça
meu corpo
no débil flanco dos sonhos.

LuizaCaetano.

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"VÕO DA ÁGUIA / FLOR DO TEMPO"  escrito em quinta 04 setembro 2008 19:21

" O VOO DA ÁGUIA"


Olha essa passarada
no céu da minha alvorada

Negros pássaros amargos
sem horizontes libertos
magoados pela inveja
da liberdade da águia

são corvos disputando
nas margens de cada regato
como urubus famintos

Corvos negros de voo rasante
invejando as estrelas
na sua cadência brilhante


Coxos da alma, esmolantes
famintos e deturpados

Como vendilhões do templo
mascarados de razão

Eles não sabem
nem sonham
que a verdadeira emoção

está
na liberdade de voar...

Plenamente!

luizacaetano

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MINHAS PINTURA (CLICAR EM LISBOA E...acessa um linque de obras diversas)  escrito em quinta 28 agosto 2008 17:59

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TE ESPERO - ERICEIRA  escrito em domingo 24 agosto 2008 20:58

"VAZIO REDONDO"

Há um vazio redondo
que fere o silêncio e os gritos
como escarpas estilhaçadas ...

Há um abismo redondo
na poeira dos meus passos
um precipício de mêdo
tecido na rotina dos dias...

Há um esgar de ausência
em cada noite encostado
como se esperasse
um pássaro por amanhecer...

Um cansaço de acuçenas
amarelecidas pelo tempo
sangrando as esperas .

As Primaveras, subitamente feridas,
se extinguem num vazio redondo
como um grito contra o muro.

BeijosPoesia


luizacaetano

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